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Marraquexe 2026

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  Eu e minha filha temos um combinado: quando nos encontramos buscamos viajar para um lugar desconhecido para ambas.  Sugeri Marraquexe (Marrocos), encontrando mais um bom motivo para festejar os meus 60 anos completados no último 18 de fevereiro.  Ficamos hospedadas na região da mesquita, bem no centro da cidade histórica. Foi possível ouvir as orações feitas antes do amanhecer, observarmos o ritmo dos moradores, o jejum dos praticantes e presenciar a atmosfera festiva que se instalava pelos locais depois que o sol se punha. Quando decidimos pela viagem, desconhecíamos que a nossa chegada coincidiria com o primeiro dia de Ramadã.  Alguns episódios de viagens são marcantes. De Marraquexe guardo boas lembranças de pessoas alegres, receptivas, brincalhonas e com senso de humor. Ganhei presentes especiais como sorrisos amáveis, abraços afetuosos e beijinhos infantis jogados ao vento; e também ganhei presentes materiais (desmistificando estereótipos).  Um dia pela...

Breves distrações risíveis - Episódio 2

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  Sonhando com um ladrão galã  Eu e minha filha nos divertimos recordando episódios risíveis de viagens. Quando decidi escrever sobre algumas situações engraçadas, ela me desafiou, em tom de brincadeira: “vai contar sobre o pesadelo com o ladrão famoso”? Aceitei o desafio porque é um dos nossos episódios preferidos.   Tudo aconteceu há uns 6 anos, estávamos na cidade de Bonito, Mato Grosso do Sul, passando uns dias de férias. O lugar é lindo, a sua natureza é exuberante. Tomamos banhos de cachoeira, andamos na floresta, observamos animais selvagens e fizemos flutuação no rio da Prata (experiência inesquecível), entre outras aventuras. E comi jacaré, acompanhando Lorena em sua excursão gastronômica, sendo ela mais corajosa do que eu no quesito "comidas exóticas". Enquanto aceitei, não sem relutância, morder um pastel com recheio de jacaré, ela devorava o seu suculento filé. E não, jacaré não tem gosto de frango, tem gosto de jacaré mesmo. Após escapar de emas e papag...

Breves distrações risíveis - Episódio 1

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Rio Guamá, vista do campus da UFPA Congresso de engenharia, final dos anos oitenta ou início dos anos noventa, não consigo precisar o ano.   Nós, estudantes de engenharia civil da UEFS, montávamos o "Barracão de Engenharia" na época de Micareta (carnaval fora de época em Feira de Santana) e a "Casa do Forró"  durante o mês de junho - o nosso objetivo era alugar um ônibus de turismo e pagar nossas inscrições em encontros e seminários de engenharia pelo país. Tenho boas lembranças desse período, quando nos divertíamos na comunidade universitária, quando a alegria e energia de nossa juventude estudantil explodiam positivamente naquele período de agregação. Época de encontros reais, quando nem sonhávamos com a invasão da internet, que viria, em muitos casos, para desconstruir afetos.  Depois de uma longa viagem de ônibus (nem me lembro quantas horas foram, mas foram muitas, desde a Bahia até o Pará) chegamos em Belém, a capital, e convivemos por alguns dias com a alta u...

Literatura e afinidades eletivas

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  Há alguns anos iniciei a participar de um grupo de leitura, e nos reunimos em uma terça-feira de cada mês na biblioteca Salaborsa de Bolonha. Antes de conhecer o grupo eu já amava a biblioteca, e desde então passei a amar os dois.   A cada início de ano nos reunimos para sugerir títulos (entre clássicos, contemporâneos e emergentes) e elegemos os livros que leremos durante o ano. Nesses encontros expomos opiniões sobre a obra lida, cada um tem a sua visão e interpretação, sendo que muitas vezes um ou outro comentário desperta uma nova curiosidade e nos direciona para um outro prisma. É muito bom participar desses encontros. Através deles e conversando entre nós descobri um mundo literário variado, e um livro chama outro. Descobri a minha predileção por Virginia Woolf (como esquecer o livro Um quarto só seu ) e a sua maneira tão atual de descrever a vida cotidiana, é fácil nos identificar com a sua escrita e se confundir com os seus personagens. Incentivada por uma col...

Desinformada e distraída em Belfast

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  Lá foi você de novo, minha cara Alice. Há tempos esperando, cheia de ânimo e positividade, esquecendo-se do quanto é difícil construir amizades na idade adulta, quando apenas conhecemos pessoas, esquecendo-se que existe mais maldade no mundo do que os abraços podem alcançar. E os estereótipos, os malditos estereótipos, Alice, eles estão em todos os lugares... o que fazer? Cabeça erguida e coluna ereta, Alice, sempre! Após ter prometido não dançar de novo aquela velha dança, de ser mais atenta em captar sinais e escapar deles quando ainda fosse em tempo, mais uma vez você foi distraída. Você tinha prometido ser comedida e distribuir apenas apertos de mão (e ainda assim, se fosse o caso, refletir antes). Mas, ainda bem, você distribuiu alguns abraços e acredite, ainda há belas pessoas neste mundo que valorizam o respeito e a gentileza, com ou sem abraços. Lembrete importante, Alice:   escolher ser uma boa pessoa ainda é a estrada mais luminosa, não deixe que um momento negat...

Seguindo em frente

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Dê um tempo para a cretinice, não a leve tão a sério, pelo menos tente.  Reflita sobre os detalhes sem pressa, não seja afobado. Lembre-se: o mundo não gira em torno de você. Seja o idiota consciente de vez em quando, é um modo agradável para compreender como o seu interlocutor é no dia-a-dia.  Seja indiferente, é um método inteligente para tratar quem exclui você de panelinhas, principalmente quando você sabe que a comida que sai dali nem é tão boa; o mundo sempre oferece uma infinidade de temperos e condimentos, é uma dica para variar o menu.  Busque mais interesses saudáveis com olhos mais abertos.  Sinta os rumores, não nade contra a maré.  Seja o seu próprio farol de luz 

Bullying, cyberbullying e catfishing

É perigoso viver a terceira idade, a média idade e a pequena idade nas redes sociais. Repetimos que a internet pode ser perigosa para crianças e adolescentes, mas como lidar com quem pratica bullying, cyberbullying e catfishing na terceira idade? A verdade é que, muitas vezes, ser sociável virtual está ficando muito difícil. O que leva alguém a fazer comentários agressivos abaixo de observações feitas por uma outra pessoa? Geralmente, o fazem sob nome falso, página falsa, mente falsa, ideias falsas... sim, participar desse mundo virtual com paciência está ficando difícil, é preciso respiros profundos para não cair na mesma trama dos perturbadores. Decidi, há algum tempo, não rebater comentários em grupos de internet, não vale a pena tentar explicar coisas para quem não está disposto a entender o que você escreve, ao contrário, passa a ter comportamento agressivo e acusatório e passa a fazer acusações aleatórias simplesmente porque vive os seus dias flertando com o bullying virtual....